Covid-19: saiba como fortalecer sua imunidade e tornar seu organismo mais forte contra possíveis contágios

Medidas não vão impedir que você contraia o vírus, mas deixam o seu sistema imunológico com mais defesas para combatê-lo.

Autor Geraldo

Data quarta-feira, março 18 de 2020

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto do novo coronavírus como pandemia, por isso é tão importante adotar rigorosamente as medidas preventivas indicadas pelo Ministério da Saúde e ignorar promessas milagrosas envolvendo alimentos e terapias nutricionais.

O que sabemos é que a alimentação ajuda a controlar os sintomas (como tosse, febre e dificuldade para respirar), melhora a capacidade de defesa do organismo, evita a desidratação (causada pela redução da ingestão de líquidos e pela febre) e contribui na prevenção de outras doenças. Aliás, beba muito líquido!

O sistema imune é formado por órgãos, células e moléculas com a finalidade de manter a defesa do organismo. A função imunológica pode ser dividida em inata e adaptativa. A imunidade inata constitui a primeira linha de defesa do organismo, que atuam independentemente do contato prévio com agentes agressores. Já a imunidade adaptativa é uma resposta específica que depende da exposição aos agentes agressores e é mediada por linfócitos T e B. Os linfócitos T reconhecem as células infectadas e as destroem. Já os linfócitos B são responsáveis pela liberação de anticorpos capazes de neutralizar os agentes agressores, formando-se anticorpos de memória que garantem uma resposta mais rápida ao entrar em contato pela segunda vez com eles.

Fatores como idade e saúde nutricional influenciam a imunidade. Por isso, melhorar a alimentação pobre em nutrientes é essencial. Veja quais são eles abaixo:

VITAMINA C – Atua como antioxidante, desempenhando papel protetor contra o estresse e aumentando células de defesa. Ela sozinha não é capaz de prevenir a ocorrência de resfriados, mas pode diminuir a sua duração e gravidade.

Alimentos fonte: vegetais, particularmente as frutas (acerola, laranja, goiaba, limão, kiwi, caju, mamão, tomate) e as hortaliças de folhas verdes (couve, brócolis, espinafre).

VITAMINA E – Mantém a integridade das membranas celulares e aumenta a proliferação de linfócitos, intensificando a proteção contra agentes agressores como os vírus.

Alimentos fonte: Os óleos de soja, milho, girassol, canola e oliva e as sementes de oleaginosas como amendoim, castanha e amêndoa.

ZINCO – Tem papel fundamental na função imune e proteção contra infecções, principalmente em idosos. Este mineral contribui para a defesa porque participa da formação de células T e células para a imunidade inata. Além disso, níveis adequados de zinco na dieta podem reduzir a incidência de infecções.

Alimentos fonte: ostras, camarão, carne bovina, frango, peixe, fígado, gérmen de trigo, grãos integrais, castanhas, legumes e tubérculos (rabanete, nabo e beterraba, por exemplo).

SELÊNIO – A sua ingestão contribui para o combate do estresse. A deficiência de selênio afeta a resposta imune e prejudica a capacidade do organismo de controlar infecções. Evidências sugerem que o declínio do estado nutricional referente ao selênio em idosos possa contribuir para a diminuição da imunidade observada neste grupo etário.

Alimentos fonte: A castanha do Pará é rica em selênio, sendo que uma unidade tem a quantidade necessária desse mineral. Seu consumo excessivo pode exceder a dose que garante benefícios à saúde, alcançando níveis tóxicos.

FERRO – É um nutriente essencial para o organismo, participando de funções vitais, como o transporte de oxigênio. O ferro é necessário para produção de compostos bactericidas, aumentando a proteção contra os micro-organismos. A carência de ferro na alimentação pode causar fadiga e cansaço, sintomas que se confundem os sinais de gripes e resfriados.

Lembrando que a vitamina C atua como facilitadora na absorção do ferro, principalmente se consumida com alimentos de origem vegetal. A cafeína (presente no café, chocolate, chá preto e mate) e o cálcio (presente nos laticínios) pode diminuir a sua absorção.

Alimentos fonte: carnes e miúdos, vegetais verde-escuros, como brócolis, espinafre e couve, leguminosas como grão de bico, feijão, ervilha, lentilha e cereais integrais.

Alimentos rico em nutrientes que podem ser usados de diversas formas, como temperos, em chás ou sucos. 

ALHO – Contém elementos com funções antioxidantes e atua no sistema imunológico aumentando o número de linfócitos e destruindo as células infectadas.

CEBOLA – Possui ação anti-inflamatória, antibiótica, antiviral. Indicada nas dores articulares e para eliminação de secreções (expectorante).

GENGIBRE E HORTELÃ – Têm efeitos anti-inflamatórios e aliviam os sintomas das doenças virais.

Para finalizar, evite dietas radicais/restritivas e o consumo em excesso de alimentos ricos em açúcares e gorduras. Nutra suas células para que elas tenham todas as ferramentas necessárias para te defender de possíveis contágios, e, no caso do contágio, conseguir combater as infecções e sintomas o mais rápido possível e sem danos.

Texto por Elaine Moreira 

Nutricionista formada pela USP (Universidade de São Paulo),  com Especialização em Fisiologia do Exercício pela USP e Nutrição em Doenças Crônicas no Hospital Israelita Albert Einstein.

Atua com atendimento em consultório nas áreas de emagrecimento, gestação, diabetes e esporte, desde 2002.

Segue um perfil da nutrição amorosa sem adesão à dietas radicais.

EIC DO BRASIL IND. E COM DE ALIMENTOS S/A / CNPJ: 05.207.076/0002-97 / Endereço: Rua VPR 01 S/N – Módulo 03 e 04 – Quadra 02B, na cidade de Anápolis, GO / Atendimento: 0800 722 7546

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