Nutricionista responde às principais perguntas sobre diabetes

Convidada pela Linea, a nutricionista Elaine Moreira respondeu às principais dúvidas que surgem sobre a diabetes. Embora muito conhecida, a doença guarda segredos que poucos sabem. Veja abaixo:

Nutricionista responde às principais perguntas sobre diabetes
Autor Linea Alimentos

Data segunda-feira, maio 20 de 2019

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O que é diabetes?

Diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue, que ocorre devido aos efeitos de prejuízo na secreção ou na ação da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. A insulina é responsável por promover a entrada de glicose nas células. A sua falta ou um defeito em sua ação, resulta no acúmulo de glicose no sangue.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, um simples exame de sangue pode revelar se você tem diabetes, uma gota de sangue e três minutos de espera, já é possível saber se há alguma alteração na taxa de glicemia. Caso a alteração seja considerável, será necessária a realização de exames complementares.

O que é hiperglicemia?

Hiperglicemia é o aumento de glicose no sangue, que pode ocorrer quando o pâncreas não produz ou produz uma quantidade insuficiente do hormônio insulina.

Os valores de referência de glicemia de jejum são normais quando inferiores a 99 mg/dl.
De acordo com a Federação Internacional da Diabetes (IDF), para a maior parte das pessoas que têm diabetes, os valores alvo de glicemia são os seguintes:

Em jejum (glicemia plasmática em jejum): menos de 115 mg/dL

2h após as refeições (glicemia plasmática pós-prandial): menos de 160 mg/dL

Os sintomas da hiperglicemia

  • Boca seca;
  • Sede;
  • Urinar frequentemente;
  • Cansaço;
  • Visão turva.

O aumento descontrolado dos valores de glicemia poderá ser originado por comer demais, estar menos ativo que o habitual, infecções, stress ou necessitar de ajuste na medicação para a diabetes.

O que é hipoglicemia?

Quando os valores estão abaixo de 70 mg/dl, falamos em hipoglicemia ou “baixa de açúcar”, uma situação que pode ser perigosa e tem que ser evitada e corrigida, tal valor não é adequado em nenhum momento do dia.

Valores baixos de glicemia são geralmente causados por comer menos, ou mais tarde do que o habitual, ou até pular alguma refeição, ou fazer atividade física mais intensa do que de costume.

Os sintomas da hipoglicemia

  • Tremores;
  • Sensação de fraqueza;
  • Suores frios;
  • Fome súbita;
  • Palpitações;
  • Cansaço fácil;
  • Irritabilidade.

Os sintomas podem ser fracos no princípio, mas podem piorar rapidamente se não forem tratados.

Diante destes sintomas é importante realizar uma medição da glicemia capilar, também chamada de DEXTRO, uma pequena gota de sangue é retirada da ponta de um dos dedos e colocada em um aparelho de medição, caso apareça valores inferiores a 70 mg/dl, deve-se fazer o consumo de aproximadamente 10 a 15 g de açúcar (cerca de 2 pacotinhos) que poderá ser diluído em água ou 1 copo pequeno de suco de fruta. Os valores devem ser verificados a cada 5 ou 10 minutos para perceber se houve aumento, em caso negativo, nova dose de açúcar deve ser consumida.

Esperar que os valores aumentem espontaneamente ou esperar para agir não é seguro. Quando a glicemia estiver dentro de valores normais ou os sintomas tiverem desaparecido deve ser feita uma refeição adequada para o horário, seja um lanche, almoço ou jantar.

Contudo, os valores alvo de glicemia deverão ser sempre definidos individualmente e em conjunto com ao seu médico.

Quais os tipos de diabetes?

As mais conhecidas são do tipo 1 e do tipo 2. Porém, existem alguns tipos raros e também o diabetes gestacional.

O do Tipo 1 é resultado da destruição das células pancreáticas por um processo imunológico, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células do pâncreas levando a insuficiência de insulina. No geral, costuma aparecer em crianças e jovens adultos, mas pode ser desencadeada em qualquer faixa etária. Os sintomas são sede, fome excessiva, emagrecimento importante, cansaço e fraqueza.

No Diabetes do tipo 2 a ação da insulina é deficiente, gerando um quadro de resistência insulínica que leva ao aumento na produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Geralmente, associa-se a aumento de peso e obesidade que ocorre principalmente em adultos, mas não é descartado em adultos jovens e até em crianças. Isso ocorre devido ao aumento no consumo de gorduras e carboidratos aliados à vida sedentária. Geralmente está associada a hereditariedade.

Já nos casos em que o diabetes é gestacional, a doença pode ser passageira ou não. Diabetes mellitus gestacional (DMG) é a intolerância aos carboidratos diagnosticada pela primeira vez durante a gestação e que pode ou não persistir após o parto. Tem uma prevalência entre 3% e 25% das gestações.

O tratamento deve ser feito através do acompanhamento médico, bem como orientação alimentar detalhada com redução do consumo de carboidratos simples e de refinados e aumento do consumo de fibras e controle do peso da mãe e do bebê, a atividade física é eficaz para melhorar a sensibilidade à insulina e deve ser estimulada. Apenas se necessário deverá ser orientado o uso de insulina.


Quais as principais complicações do diabetes?

Existem muitas complicações e consequências que o diabetes pode trazer, como: retinopatia, nefropatia, neuropatia diabética, doença arterial periférica, carotídea e aterosclerose. Todas podem acontecer se o paciente não possuir um controle da taxa glicêmica, se sua dieta for inadequada, e se for sedentário, fumante e não realizar os exames dentro dos prazos estabelecidos pelos médicos.


Quais os sinais do diabetes?

Os principais sintomas são: fome frequente, vontade de urinar diversas vezes, sede constante, fraqueza, fadiga, perda de peso, náuseas e vômitos, dificuldade de cicatrização.

 

 

Como diagnosticar o diabetes?

Diabetes é diagnosticada a partir de 3 exames: glicemia de jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica. A glicemia de jejum é capaz de medir o nível de açúcar no sangue apenas no momento do exame. A hemoglobina glicada demonstra uma média das concentrações de hemoglobina em nosso sangue nos últimos 3 meses. Já a curva glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose, mede a velocidade com que seu corpo absorve a glicose após a ingestão de uma carga de glicose de cerca de 75g. O exame é feito em diversas etapas, em que são coletadas amostras de sangue em um tempo determinado, geralmente de 30 em 30 minutos. Os resultados são dispostos em um gráfico e permitem o diagnóstico preciso.


Onde é possível fazer os exames?

É possível realizar os exames em laboratórios médicos e em hospitais.


Quais as pessoas com fatores de risco?

Qualquer pessoa pode desenvolver o diabetes, mas os filhos e netos de diabéticos têm maior probabilidade, assim como os obesos.

Qual a relação entre diabetes e obesidade?

A quantidade de insulina que produzimos é proporcional ao peso, então, quanto maior for o peso, maior a necessidade de insulina. E se o pâncreas não for capaz de produzir a quantidade suficiente pode ocorrer o diabetes. Vale salientar também que o excesso de peso causa uma resistência a ação da insulina, ou seja, o organismo produz, mas ela não age adequadamente, necessitando de mais insulina.


Como prevenir o diabetes?

Não é possível prevenir completamente a doença, porém, é possível adotar medidas que reduzem o risco, como: diminuir o acúmulo da gordura na região abdominal, praticar atividade física diariamente, controlar o estresse, manter-se no peso saudável, e evitar gorduras e doces em excesso.

 

O consumo do açúcar mascavo é mais benéfico que o açúcar refinado? Por quê?

Sim. O açúcar mascavo possui mais nutrientes, como: fibras, vitaminas e minerais. No processo de refino o açúcar perde quase todos os nutrientes, tornando-se um carboidrato que não apresenta valor nutricional benéfico. Vale salientar que ambos têm o mesmo valor calórico e igual impacto na glicemia, por isso  não devem ser consumidos por diabéticos.

Como tratar a doença?

O tratamento do diabetes deve ser individualizado, já que alguns pacientes controlam apenas com a dieta, sendo que outros precisam de medicamentos via oral ou ainda das injeções de insulina. No entanto, a atividade física é indicada para qualquer paciente.  Então, pode-se dizer que o tratamento é um tripé: dieta, atividade física e medicação, para quem necessita.

A dieta se resume na exclusão de açúcar em geral, como: o mel e os doces com açúcar. Já o consumo de alimentos fonte de carboidratos, como: pães, biscoitos, massas, batata, milho, farinha, mandioca, arroz etc, deve ser controlado e preferencialmente substituído, quando possível, pelas versões integrais. A dieta deve ser pobre em gorduras, rica em fibras como: alimentos integrais, legumes, verduras, frutas e feijões e fracionada. Dessa forma, ela deve conter de 5 a 6 refeições, e os lanches intermediários são importantes para reduzir a fome nas refeições principais, o que impactará positivamente na glicemia.

Uma boa dica é se atentar ao prato, preenchendo metade dele de salada e menor quantidade de alimentos fonte de carboidratos. A salada aumentará a quantidade de fibras, o que reduzirá a velocidade de absorção dos carboidratos.


A acupuntura pode ser usada como tratamento?

Não podemos afirmar.


Qual a população de diabéticos hoje em dia?

A cada ano, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes cresce. Este aumento está relacionado ao crescimento e ao envelhecimento populacional, a maior urbanização, a progressiva prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como a maior sobrevida de pacientes com DM.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que em torno de 422 milhões de adultos estão com diabetes no mundo e cerca de 370 milhões de pessoas com diabetes tipo 2.

 

No Brasil temos o dado da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, referindo 9 milhões de brasileiros com diabetes. Isso corresponde a mais de 6% da população.

 

E os dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, que indicam mais de 12 milhões de brasileiros.

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