Precisamos falar sobre obesidade

Autor Linea Alimentos

Data terça-feira, maio 14 de 2019

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A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso, e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

No Brasil, a obesidade vem crescendo cada vez mais. Alguns levantamentos apontam que mais de 50% da população está acima do peso, ou seja, na faixa de sobrepeso e obesidade. Entre crianças, estaria em torno de 15%.

 

Como classificar?

O IMC (calculado através da divisão do peso em kg pela altura em metros elevada ao quadrado, kg/m²) é o cálculo mais usado para avaliação da adiposidade corporal. O IMC é um bom indicador, mas não reflete a distribuição da gordura corporal, tão importante na avaliação de sobrepeso e obesidade, porque a gordura visceral (intra-abdominal) é um fator de risco potencial para a doença. Indivíduos com o mesmo IMC podem ter diferentes níveis de massa gordurosa visceral.

Por isso a associação da medida da circunferência abdominal com o IMC pode oferecer uma forma combinada de avaliação de risco e ajudar a diminuir as limitações de cada uma das avaliações isoladas, mas no rastreamento inicial (prevenção primária), o IMC pode ser usado isoladamente.

Deve-se usar o ponto de corte do excesso de peso (IMC >25 kg/m², em adultos acima dos 60 anos, considerar >27 kg/m²). Deve-se usar o ponto de corte da obesidade (IMC >30 kg/m²) para identificar adultos com risco elevado de mortalidade por todas as causas.

A relação cintura/quadril (RCQ) foi inicialmente, a medida mais comum para avaliação da obesidade central, porém hoje sabe-se que a medida da circunferência abdominal reflete melhor o conteúdo de gordura visceral que a RCQ. De acordo com o National Cholesterol Education Program (NCEP), o ponto de corte deve ser de 102 cm para homens e 88 cm para mulheres.

 

Causas

O ambiente moderno é um potente estímulo para a obesidade. A diminuição dos níveis de atividade física e o aumento da ingestão calórica são fatores determinantes ambientais mais fortes.

Sintomas de estresse, tais como ansiedade, depressão, nervosismo e o hábito de se alimentar, quando problemas emocionais estão presentes, são comuns em pacientes com sobrepeso ou obesidade, sugerindo relação entre estresse, compulsão por comida, transtorno de compulsão alimentar e obesidade.

Clinicamente, é possível identificar alguns fatores indicadores de influências genéticas na obesidade, como o início precoce e marcante da obesidade na infância ou adolescência. O risco de desenvolvimento de obesidade é maior na presença de história familiar de obesidade mórbida, com IMC ≥ 40 kg/m2, ou com níveis mais moderados de obesidade, IMC.

Como tratar?

Embora as doenças transmissíveis ainda apresentam índices preocupantes, as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e a obesidade, influenciam e aumentam cada vez mais a mortalidade da população.  Infelizmente, a obesidade não é uma doença que se resolve apenas com medicação, ela é multifatorial e como vemos acima, pode ter diversas causas, e apesar de envolver pré-disposição genética, depende muito do estilo de vida, como sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, carga horária de trabalho elevada, poucas horas de sono e estresse.

A primeira medida a ser tomada é uma dieta com déficit calórico, ninguém emagrece comendo a mesma quantidade de calorias que gasta por dia. Comece reduzindo as quantidades! Não repita o prato, o sanduíche, o copo de leite e nem o quadradinho de chocolate meio amargo, reduza as quantidades como um todo, menos à água, ela deve ser consumida em maior quantidade.

 

Faça escolhas inteligentes

Existem trocas inteligentes, como leite ou iogurte integral pelo desnatado, açúcar por adoçante, embutidos de porco por de aves, mais peixe, menos carne vermelha, pão e biscoitos brancos por integrais, alimentos fritos por cozidos ou assados e grelhados, sal comum por sal light, doces por frutas e refrigerante comum por zero ou suco ou melhor ainda: ÁGUA!

Mexa-se! Você precisa aumentar o gasto calórico, matricule-se em uma academia ou organize uma atividade física programada e, além disso, inclua no seu dia a dia hábitos mais ativos, como por exemplo:

  • Estacione o seu carro na vaga que estiver mais longe do seu destino;
  • Procure um restaurante a 10 minutos do seu local de trabalho e vá a pé;
  • Utilize SEMPRE as escadas ao invés dos elevadores;
  • Abandone um pouco o controle remoto;
  • Não faça compras online, opte sempre por ir fazer as suas compras ao supermercado, ande entre os corredores!

O tratamento psicológico é necessário em alguns casos, e a terapia cognitivo-comportamental é uma das técnicas terapêuticas auxiliares para o controle de peso. Baseia-se em programar estratégias que auxiliam no controle de peso, reforçando a motivação com relação ao tratamento, dessa forma evitando a recaída e o consequente ganho posterior de peso.

A última dica e uma das mais importantes: Pense magro, foque o seu pensamento em coisas que te deixam feliz, sem ser comida. Em uma festa, por exemplo, foque nas pessoas, nas músicas e não apenas nos pratos. Além disso, coma devagar, saboreando, não devorando. Não se importe tanto com comida, ela é necessária, mas não é a coisa mais importante da sua vida.

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